Organizar o pensamento, dividir as emoções, flashes do cotidiano e quem sabe, um dia, passando para o papel.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ouvido humano amador para Villa-Lobos
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Villa-Lobos na Sorbonne
Começou ontem o coloquio Hommage à Villa-Lobos na Université Paris-Sorbonne. Organizado pelos departamentos de Historia e de Música, o coloquio reune pesquisadores europeus e brasileiros que estudam o nosso Vila. Aspectos políticos do homem histórico, sua ligação com o governo de Vargas foram abordados ontem pelo Professor Luiz Felipe de Alencastro. Seria sua obra uma expressão do autoritarismo? Ou um testemunho da mais autentica alma brasileira? É Vila o nosso mais importante compositor? Ou uma política de divulgação estatal o projetou internacionalmente em detrimento de outros? Villa-Lobos morreu há 50 anos. O Ministerio da Cultura brasileiro não articulou grandes comemorações. Eventos aqui e ali acontecem para lembrar este que foi o embaixador cultural do Brasil no século XX. E a memória deste embaixador está viva na Europa do século XXI. Neste fim de semana, a Maison Radio France promoveu uma serie de concertos com nomes vindos do Brasil como Yamandu Costa, Antonio Medeiros e Debora Waldman. Um sucesso.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Vezelay e o tempo
Parece que o lugar e o tempo tem algum parentesco, houvi dizer. A ciência e a poesia poderiam também se relacionar. Mas primeiro o lugar e o tempo. Vezelay aparece ao lado como a vi as 7 horas da manhã, em pleno sábado. Mística não? Quase uma imagem encomendada para ser cenário. Uma cidade medieval, cheia de simbologia, primeiro mosteiro franciscano na França, caminho para Santiago de Compostela. A basílica, no solsticio de verão tem um caminho de luz que leva ao altar. Matemática, 5 compassos no portal romanico. Tudo parece estar interligado ao cosmos, uma janela aberta como um ícone. Neste contexto, fui introduzida a Gertrud von le Fort. Uma relação com Edith Stein, mulheres do mesmo tempo, do mesmo lugar. Ambas revolucionarias, arrojadas, de pensar forte. Vivendo profundamente através do sentimento e da procura da verdade. Incrível aventura de fim de semana, entre laudes, missas e conferências.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Interessante a linha da vida
sábado, 10 de outubro de 2009
Parabéns para o esforço da Paz
domingo, 4 de outubro de 2009
Niterói agora é chic
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Celebrando Hildegard von Bingen
Hildegard of Bingen(1098-1179), me impressiona pela combinação de misticismo, arte, política e ciência. Na idade média, conventos eram como as universidades de hoje, um espaço para a abstração. A diferença talvez é que hoje, separamos o intelectual do espiritual. Verdade que os conventos (e as universidades) também são espaços de poder. No bom e no mal sentido. Pode ser no conceito de poder personificado que é Deus. Pode ser o exercício do poder humano em varias formas; disciplina, opressão, e mesmo o poder implícito na vaidade, tão visível na vida acadêmica dos nossos tempos. Tudo pode ser expressão de poder. Bom, isto foi só uma pequena digressão um pouco fora do tema. De qualquer forma, ser religiosa significava no século XII que você se dedicava as atividades mais nobres do ser humano, intelectual e espiritual. Assim como Tereza de Avila, Hildegard era de uma familia rica, poderia ter se casado e vivido com bastante conforto. Também como Tereza, foi ativa na igreja, influenciando poderosos e propondo mudanças. Correspondia-se com bispos, papas e reis. Escreveu sobre botânica e medicina, compos música e uma peça. Acima de tudo, experimentou muitos baratos da mente e do espírito (o que na época se chamava mística) e o mais incrível... não precisou de um baseado pra isso.
E por tabela, celebro com Hildegard, meu ano novo... (meu aniversário que foi 7 dias antes do seu, mas quem se importa?)