Organizar o pensamento, dividir as emoções, flashes do cotidiano e quem sabe, um dia, passando para o papel.
domingo, 14 de março de 2010
Fabrice Hadjadj, provocador de ideias
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Gargalhadas…lágrimas…..bem-vindo à máquina do tempo chamada Frank’s Closet!
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Frank vai se casar com Alan e este pede que Frank limpe seu armário. Este é o tema central do fabuloso musical burlesco em curta temporada no Hoxton Hall Theatre, em Londres. Logo ao chegar ao teatro, o espectador certamente se surpreenderá com a majestosa casa, último teatro vitoriano preservado da capital inglesa, onde palco e plateia se misturam num ambiente amigável e íntimo.
O espetáculo começa ainda no bar, quando Lee Greenaway, trasvestido de Cachinhos de Ouro, canta uma música de inspiração burlesca com roupas do início do século passado, criando uma ambientação perfeita para o que virá em seguida: o musical Frank’s Closet, já na sala de espetáculos.
Frank (Gary Amers) passa então a avaliar seus ‘tesouros’ e a decidir o que ele vai doar para o Museu Victoria e Albert, com a ajuda de três ‘assistentes’ (sua consciência muitas vezes) - Portia Emare, Collen Daley e David Furnell (hilário, com seu peito cabeludo apertado num corpete vitoriano). Seu tesouro são roupas e acessórios pertencentes a cantoras famosas - Marie Lloyd (a primeira dama do burlesco londrino do final do século XIX), Julie Andrews, Judy Garland, Karen Carpenter, Agnetha Fältskog (a loura do ABBA) e Ethel Mermain. Todas maravilhosamente interpretadas por Russel Whitehead - que também vive Alan ao final do espetáculo.
Contando a história de sua vida através da influência dessas estrelas, Frank analisa preconceitos, dúvidas, inseguranças não só pertinentes ao universo gay, mas, sim, anseios comuns a todo ser humano. As canções - escritas especialmente para o espetáculo - respeitam o estilo de cada uma dessas divas. Elas se encaixam tão bem a cada uma das cantoras, que certamente muitos da plateia vão acreditar já terem ouvido os números no repertório original de cada uma delas.
Todas as versões são muito divertidas, porém Judy Garland faz chorar ao cantar uma música falando sobre a insegurança que leva à bebida e às drogas. Profundamente tocante. Não à toa, a atriz e cantora americana da vida real, dependente química, morreu em conseqüência de uma overdose de barbitúricos.
A produção impecável não deixa nada a dever a nenhum grande show do West End londrino. Um espetáculo que agrada não somente à comunidade gay londrina, mas a todos interessados em assistir a um bom musical. Imperdível.
Patricia Zanetti, de Londres
Frank’s Closet
Letras e músicas Stuart Wood; direção Ian Burton; produção Kevin Wallace
Endereço:
Ingressos pelo telefone 020 7836-9586 (Londres) ou na bilheteria, uma hora antes de cada apresentação (dinheiro somente).
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Uma oração para começar o ano

‘O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te favoreça! O Senhor volte para ti a sua face e te dê a paz!’* O que poderia ser melhor do que ter a força do universo, a força criadora de tudo, do nosso lado? O que poderiamos desejar a mais do que conhecer plenamente e estar em paz? Isso procuramos, projetamos na busca de nossas realizações. Seja esta a oração perfeita para o primeiro dia deste ano de 2010! Que à todos recaia a graça, a caridade espontanea, natural. E que esta pequena criatura que viu o seu primeiro ano novo comtemplando a baia de Guanabara, os fogos de Copacabana .. tenha um ano glorioso.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ouvido humano amador para Villa-Lobos
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Villa-Lobos na Sorbonne
Começou ontem o coloquio Hommage à Villa-Lobos na Université Paris-Sorbonne. Organizado pelos departamentos de Historia e de Música, o coloquio reune pesquisadores europeus e brasileiros que estudam o nosso Vila. Aspectos políticos do homem histórico, sua ligação com o governo de Vargas foram abordados ontem pelo Professor Luiz Felipe de Alencastro. Seria sua obra uma expressão do autoritarismo? Ou um testemunho da mais autentica alma brasileira? É Vila o nosso mais importante compositor? Ou uma política de divulgação estatal o projetou internacionalmente em detrimento de outros? Villa-Lobos morreu há 50 anos. O Ministerio da Cultura brasileiro não articulou grandes comemorações. Eventos aqui e ali acontecem para lembrar este que foi o embaixador cultural do Brasil no século XX. E a memória deste embaixador está viva na Europa do século XXI. Neste fim de semana, a Maison Radio France promoveu uma serie de concertos com nomes vindos do Brasil como Yamandu Costa, Antonio Medeiros e Debora Waldman. Um sucesso.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Vezelay e o tempo
Parece que o lugar e o tempo tem algum parentesco, houvi dizer. A ciência e a poesia poderiam também se relacionar. Mas primeiro o lugar e o tempo. Vezelay aparece ao lado como a vi as 7 horas da manhã, em pleno sábado. Mística não? Quase uma imagem encomendada para ser cenário. Uma cidade medieval, cheia de simbologia, primeiro mosteiro franciscano na França, caminho para Santiago de Compostela. A basílica, no solsticio de verão tem um caminho de luz que leva ao altar. Matemática, 5 compassos no portal romanico. Tudo parece estar interligado ao cosmos, uma janela aberta como um ícone. Neste contexto, fui introduzida a Gertrud von le Fort. Uma relação com Edith Stein, mulheres do mesmo tempo, do mesmo lugar. Ambas revolucionarias, arrojadas, de pensar forte. Vivendo profundamente através do sentimento e da procura da verdade. Incrível aventura de fim de semana, entre laudes, missas e conferências.