Parece que o lugar e o tempo tem algum parentesco, houvi dizer. A ciência e a poesia poderiam também se relacionar. Mas primeiro o lugar e o tempo. Vezelay aparece ao lado como a vi as 7 horas da manhã, em pleno sábado. Mística não? Quase uma imagem encomendada para ser cenário. Uma cidade medieval, cheia de simbologia, primeiro mosteiro franciscano na França, caminho para Santiago de Compostela. A basílica, no solsticio de verão tem um caminho de luz que leva ao altar. Matemática, 5 compassos no portal romanico. Tudo parece estar interligado ao cosmos, uma janela aberta como um ícone. Neste contexto, fui introduzida a Gertrud von le Fort. Uma relação com Edith Stein, mulheres do mesmo tempo, do mesmo lugar. Ambas revolucionarias, arrojadas, de pensar forte. Vivendo profundamente através do sentimento e da procura da verdade. Incrível aventura de fim de semana, entre laudes, missas e conferências.
Organizar o pensamento, dividir as emoções, flashes do cotidiano e quem sabe, um dia, passando para o papel.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Vezelay e o tempo
Parece que o lugar e o tempo tem algum parentesco, houvi dizer. A ciência e a poesia poderiam também se relacionar. Mas primeiro o lugar e o tempo. Vezelay aparece ao lado como a vi as 7 horas da manhã, em pleno sábado. Mística não? Quase uma imagem encomendada para ser cenário. Uma cidade medieval, cheia de simbologia, primeiro mosteiro franciscano na França, caminho para Santiago de Compostela. A basílica, no solsticio de verão tem um caminho de luz que leva ao altar. Matemática, 5 compassos no portal romanico. Tudo parece estar interligado ao cosmos, uma janela aberta como um ícone. Neste contexto, fui introduzida a Gertrud von le Fort. Uma relação com Edith Stein, mulheres do mesmo tempo, do mesmo lugar. Ambas revolucionarias, arrojadas, de pensar forte. Vivendo profundamente através do sentimento e da procura da verdade. Incrível aventura de fim de semana, entre laudes, missas e conferências.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Interessante a linha da vida
sábado, 10 de outubro de 2009
Parabéns para o esforço da Paz
domingo, 4 de outubro de 2009
Niterói agora é chic
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Celebrando Hildegard von Bingen
Hildegard of Bingen(1098-1179), me impressiona pela combinação de misticismo, arte, política e ciência. Na idade média, conventos eram como as universidades de hoje, um espaço para a abstração. A diferença talvez é que hoje, separamos o intelectual do espiritual. Verdade que os conventos (e as universidades) também são espaços de poder. No bom e no mal sentido. Pode ser no conceito de poder personificado que é Deus. Pode ser o exercício do poder humano em varias formas; disciplina, opressão, e mesmo o poder implícito na vaidade, tão visível na vida acadêmica dos nossos tempos. Tudo pode ser expressão de poder. Bom, isto foi só uma pequena digressão um pouco fora do tema. De qualquer forma, ser religiosa significava no século XII que você se dedicava as atividades mais nobres do ser humano, intelectual e espiritual. Assim como Tereza de Avila, Hildegard era de uma familia rica, poderia ter se casado e vivido com bastante conforto. Também como Tereza, foi ativa na igreja, influenciando poderosos e propondo mudanças. Correspondia-se com bispos, papas e reis. Escreveu sobre botânica e medicina, compos música e uma peça. Acima de tudo, experimentou muitos baratos da mente e do espírito (o que na época se chamava mística) e o mais incrível... não precisou de um baseado pra isso.
E por tabela, celebro com Hildegard, meu ano novo... (meu aniversário que foi 7 dias antes do seu, mas quem se importa?)
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A racionalidade debate?
".. Uma prece romana, unida ao texto do livro da Sabedoria, diz: "Deus, mostrai-nos a vossa omnipotência no perdão e na misericórdia". O ápice do poder de Deus é a misericórdia, o perdão. No nosso hodierno conceito mundial de poder, pensamos em alguém que possui grandes propriedades, que em economia tem algo a dizer, que dispõe de capital para influir no mundo do mercado. Pensamos em alguém que dispõe de poder militar, que pode ameaçar. A pergunta de Stalin. "Quantas divisões tem o Papa?" ainda caracteriza a ideia média do poder. Tem poder quem pode ser perigoso, quem pode ameaçar, quem pode destruir, quem tem nas mãos muitas coisas do mundo. Mas a Revelação diz-nos: "Não é assim"; o verdadeiro poder é o poder da graça e da misericórdia. Na misericórdia Deus demonstra o verdadeiro poder." Joseph Ratzinger www.zenit.org