sexta-feira, 25 de junho de 2010

Refletindo sobre Simeão, ortodoxo em Constantinopla

O monge oriental Simeão o Novo Teólogo, exerceu uma notável influência sobre a teologia e a espiritualidade do Oriente, em particular no que diz respeito à experiência da união mística com Deus, nos conta Bento XVI.
Historia

Simeão o Novo Teólogo nasceu em 949 na Galácia, em Paflagônia (Ásia Menor), de uma família nobre da província. Ainda jovem, ele se transferiu para Constantinopla para empreender os estudos e entrar para o serviço do imperador. 
A angustia o estimulou a buscar respostas. Seu testemunho sobre a experiência íntima, completamente pessoal, como caminho e encontro com Deus soa atual e concreta. 
A consciência como guia
Ele encontrou em Simeão o Piedoso (Eulabes), um simples monge do mosteiro Studion, em Constantinopla, um guia espiritual. Por seu intermedio conheceu o tratado “A lei espiritual”, de Marcos o Monge. Nesse texto, Simeão o Novo Teólogo encontrou um ensinamento que o marcou muito: 
“Se você busca a cura espiritual – leu nele – esteja atento à sua consciência. Tudo o que ela lhe disser, faça e assim você encontrará o que lhe é útil”.
Alguns passagens do seu Hino 30 que me chamaram atenção:
"Antes que brilhasse a luz divina, 
Não me conhecia a mim mesmo.. 

E a mim, que estava completamente exausto,
E tinha perdido as forças,
Pôs-me aos ombros (Lc 15, 5),
E levou-me para fora do meu inferno. [...]

Estranha maravilha: a minha carne, a minha alma e o meu corpo
Participam da glória divina. 

domingo, 20 de junho de 2010

Dia de jogo do Brasil e de Concerto na Saint Eustache

Domingo cheio de atividade..


Concerto de orgão na St Eustache(ninguem é de ferro..)

DIMANCHE 20 JUIN 2010 – Dans le cadre des 36h de musique de Saint-Eustache, l'audition aura lieu à 17h
Yanka HEKIMOVA interprète
  • W.A. MOZART - Adagio et Rondo en Ut pour Harmonica de verre et Quatuor KV 617 (transcription de Jean Guillou)
  • J. BRAHMS - Prélude et Fugue en Sol mineur
Vincent CROSNIER interprète
  • G.F. HAENDEL - "Horn Pipe" de la Water Music (transcription et cadence de Jean Guillou)
 E depois jogo do Brasil no Studio 'Ermitage.. com a trupe animada de franceses e brasileiros.. 

Amanha começa o verão e é o dia da música!

sábado, 5 de junho de 2010

Supostamente culpado

A locutora da Globo News informa que: "O Papa é criticado por supostamente ter escondido os casos de pedofilia." A noticia não é que ele tenha escondido, mas que supostamente escondeu. Ou seja: é relevante que seja suspeito de ter feito. Isso é justo? Qual a diferença entre a noticia e a calunia? Mas mesmo que o Papa nos pareça antiquado e conservador, isso faz dele um criminoso?
No seu conjunto, as manchetes fazem uma relação entre pedofilia e igreja, inferindo uma correlação direta. Não é.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dia de Deza


Num dia lindo de primavera, com a graça da celebração de Pentecostes e o amparo de Nossa Senhora Auxiliadora, Deza transita de forma. Adormece para os limites do mundo e é recebida pelo infinito Amor. Divido com meus amigos este sentimento dilacerado entre dois mundos.  Mas inspirada pela sua força, escuto em minha mente tangos cheios de energia, um exemplo de força me acompanha.. uma Paz me chega de longe, sempre fagueira, perfumada e genorosa.
Que nossas orações lhe rendam homenagem.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tragedia em Niteroi: estamos pagando a conta da negligência

"Deus perdoa, a natureza não".  Olho para as fotos da tragédia em Niterói e penso: por que? É simplesmente uma fatalidade ou parte desta tragédia' poderia ter sido evitada?
Ver as favelas crescendo por décadas, com os prefeitos, vereadores fechando os olhos para o caos urbano. Será que ninguém pensou que um dia, aquelas casas construidas sobre barrancos, sem sistema pluvial, sem sistema de esgoto, sem recolhimento de lixo...poderiam sofrer com uma chuva forte?
Deveriamos olhar pra trás, tomar nota de todos os prefeitos dos últimos 20 anos. Ai está o resultado da sua negligência. Neste momento, 200 pessoas podem ainda estar soterradas no Morro da Bumba em Niterói.

domingo, 4 de abril de 2010

Impressões sobre Munch

A arte como a religião pretende estar entre o material e o imaterial. E como também acontece com a experiência religiosa, a experiência da arte expande nossa consciência do mundo.
A arte de Munch despertou o influente mecenas Albert Kollman, justamente pela sua expressão mística. Aos olhos de Kollman, Munch transpassa o material e diz o que a alma intui.
A exposição sobre Munch  hoje na Pinacothèque de Paris é um panorama bem montado sobre este pintor da Noruega que viveu entre 1863 e 1944 e é conhecido por um quadro: O Grito.  Agora somos convidados a ir além do clichê reducionista e conhecer um artista com outras cores, outros temas.
Curioso pensar que Munch esteve em Paris para ver a exposição universal de 1889, a grande exposição da Torre Eiffel. Que grande Paris esta do século XIX, transbordando em riqueza, contrastes, uma cultura que nos marca ainda hoje.
O fato de a maioria das obras expostas terem vindo de coleções particulares, de uma certa forma ressalta que estamos vendo um Munch novo para o grande público. Dentre os colecionadores que abasteceram esta mostra, a família Epstein é um nome recorrente nos créditos. (Em 1990, uma exposição no National Gallery de Londres, com 94 impressões de Munch da Coleção Epstein)

Vendo as obras
Que viagem! Uma dos primeiros quadros que me chamou a atenção foi Jeune pecheur de Nice, um pastel pintado em 1891. A técnica do pastel é elaboradíssima. O efeito de sutileza e calma.
Sua visão da mulher também é interessante. Vários quadros representam o feminino em diferentes fases da vida; a virgem, a mãe, a anciã. Ou a virgem e a morte. Ou a mulher voluptuosa.
Uma série de litogravuras chamada Madone que ele fez entre 1895 e 1902 compõem um espectro de tons psicológicos femininos. Talvez o quadro de maior destaque na exposição seja o Nu pleurant; feminino, emocionante.

Embora longe dos movimentos artísticos que aconteciam em Paris, no fim do século XIX, Uma exposição em Berlin de Munch em 1892 provoca escândalo. A critica diz que seus quadros são rascunhos.
Pelo pouco que conheço dos nórdicos, meus preconceitos, traçam um povo frio, severo. Munch tem um olhar triste em Garçon de Warnemunde. pintado em 1907.
Um quadro em particular me lembrou Matisse pela sua composição diagonal e elementos um tanto gráficos.  Um tapete em especial.
Melancolie de 1920, tem olhos negros e me remetem a tempos de grande turbulência na Europa. Talvez o momento da grande guerra.

Grandes artistas nos conectam com o real. Mergulhar neste intangível, usando as ferramentas de nossa razão e os olhos fecundos da imaginação.

Outras visões:
Edvard Munch et son rapport avec les femmes
Munch où la passion du tourment